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Cannabis

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O que é a cannabis?

A cannabis é uma planta anual de crescimento rápido com flores densas e pegajosas, que produz a substancia psicoactiva THC. A planta da cannabis pode ser seca ou processada de outro modo para produzir produtos com uma grande concentração de compostos que têm efeitos medicinais e psicoactivos quando consumidos, geralmente por inalação ou ingestão. É a planta psicoactiva mais usada ilegalmente, e tem uma longa história de uso medicinal, recreativo e industrial. Devido à atenção negativa dos média sobre os seus efeitos psicoactivos, assim como à grande pressão política por parte das companhias farmacêuticas, a posse, o uso e a venda de productos psicoactivos de cannabis tornaram-se ilegais na maior parte do mundo nos princípios do século 20, e permanecem assim até hoje. Os ramos fibrosos da planta são usados para produzir roupas feitas de cânhamo, e corda.

História

A cannabis era bem conhecida pelos Cintos, assim como pelos Trácios/Dácios, cujos xamãs (os “kapnobatai – aqueles que caminham no fumo/nas nuvens") usavam, queimando as flores da planta para induzirem estados de transe. O Culto a Dionísio, que se acredita ser originário da Trácia, também foi relacionado com os efeitos da inalação do fumo da cannabis. Os utilizadores de cannabis mais famosos, todavia, foram os antigos Hindus. Segundo a lenda, Shiva, o aspecto destrutivo da trindade, disse aos seus discípulos para usarem a planta do cânhamo de todas as maneiras possíveis. Muitos acreditam também que a cannabis era a soma de droga antiga, mencionada no livro sagrado dos Hindus Vedas como substância alucinogénia intoxicante, embora haja quem defenda que outras substâncias psicoactivas diferentes, como o cogumelo agário-das-moscas e a sálvia (Salvia Divinorum), também podem corresponder ao perfil.

Embora a cannabis seja usada pelos seus efeitos psicoactivos desde a antiguidade, tornou-se famosa nos Estados Unidos apenas durante os anos de ouro do Jazz, nos finais da década de 20 e princípios de 30. Louis Armstrong tornou-se um dos seus mais proeminentes devotos. O uso da cannabis foi também parte importante da contracultura dos anos 60.

A palavra “marijuana” é um termo de calão mexicano que se tornou popular nos finais dos anos 30 na América, durante uma série de programas anti-cannabis por parte dos média e do governo, a que nos referimos hoje em dia como “Movimento Reefer Madness". Refere-se especificamente à parte medicinal da cannabis, a qual os soldados mexicanos costumavam fumar.

A cannabis foi banida nos Estados Unidos em 1937, e continua a ser uma substância de uso recreativo desde então. Hoje em dia, porém, um número crescente de países e estados dá protecção legal aos doentes que usam marijuana com o consentimento e a recomendação de um médico.

Botânica

O género cannabis foi anteriormente catalogado com as urtigas na família Urticaceae, ou com as amoras na família Moraceae, mas hoje em dia é listado com o lúpulo (Humulus sp.) como pertencente à família Cannabaceae. Quer as diferentes linhagens de cannabis constituam uma só espécie (Cannabis sativa L.) ou várias espécies, este tem sido um tema contencioso durante mais de dois séculos.

Ernest Small dirigiu uma investigação taxonómica sobre a cannabis, e concluiu que há uma única espécie com duas subespécies, sativa e indica, cada uma divisível nas variedades cultivada e brava. Segundo este conceito, a subespécie sativa foi seleccionada por atributos que realçam a produção de fibra ou de sementes, e tem baixos níveis da substância psicoactiva delta-9-tetrahidrocanabinol (delta-9-THC), enquanto a subespécie indica foi principalmente seleccionada para produção de droga, e tem níveis relativamente altos de THC.

As plantas da cannabis também crescem espontaneamente em muitas partes do mundo, mas a qualidade das espécies selvagens é geralmente bastante má. A maioria da cannabis é cultivada intencionalmente e pode crescer tanto ao livre como em interior.

Química

Das cerca de 400 substâncias químicas encontradas na cannabis, o ingrediente activo principal é o THC (delta-9-tetrahidrocanabinol). O THC pode baixar a CBL & CBN (outros canabinóides), os quais podem fazer-te sentir sonolento e desorientado. Diferentes produtos de marijuana têm diferentes níveis destes e de outros canabinóides. Dependendo dos níveis, a qualidade dos efeitos varia.

Efeitos

Os efeitos principais que os fumadores de cannabis procuram para fins recreativos são euforia, relaxamento, e alterações na percepção. Os efeitos variam dependendo da dosagem, as doses baixas incluindo uma sensação de bem-estar, um ligeiro realce dos sentidos (olfacto, paladar, audição), alterações subtis no pensamento e na expressão, vontade de falar, riso, aumento da apreciação musical e do apetite, e ligeiras visões de olhos fechados. Com doses mais altas, as visões podem tornar-se mais vivas, a concentração e a memória são frequentemente afectadas, e o processo do pensamento e a percepção mental podem alterar-se significativamente.

Relatos sugerem que a espécie Cannabis sativa tende a produzir mais efeitos cognitivos ou perceptuais, enquanto a Cannabis indica tende a produzir efeitos mais físicos.

Uso medicinal

A marijuana esteve à venda até 1937 nos Estados Unidos como nervo tónico – mas a humanidade já usava a cannabis como medicamento há muito mais tempo. A marijuana aparece em quase todos os livros médicos conhecidos escritos por eruditos. É geralmente classificada entre os medicamentos principais e considerada uma panaceia (um remédio para todos os males físicos e morais). A lista de doenças para as quais a cannabis pode ser usada inclui: esclerose múltipla, cancro, sida, glaucoma, depressão, epilepsia, enxaqueca, dores de cabeça, asma, prurido, escleroma, dores graves, e distonia. Esta lista nem sequer considera outros medicamentos que podem ser feitos com marijuana – estas são apenas algumas das doenças contra as quais as pessoas hoje em dia fumam ou ingerem marijuana integral.
Há mais de 60 substâncias químicas na marijuana que poderão ter utilidade medicinal. São relativamente fáceis de extrair e de preparar em comidas ou bebidas, ou em loções, usando manteiga, gordura, óleo ou álcool. Uma substância química, o canabinol, pode ser útil contra insónias. Outra substância é retirada dos rebentos prematuros e chama-se ácido canabidiólico. É um desinfectante poderoso. A marijuana dissolvida em álcool de fricção ajuda a controlar as feridas do herpes simples, e as pomadas deste tipo foram os primeiros medicamentos de cannabis utilizados. As folhas eram usadas em ligaduras, e um chá natural relaxante não psicoactivo pode ser preparado com pequenos ramos de cannabis.

O uso mais conhecido da marijuana hoje em dia é no controlo de náuseas e vómitos. É um dos medicamentos mais importantes no tratamento do cancro com quimioterapia, ou da sida com azidotimidina ou foscarnet (antivirais), permitindo aos pacientes comerem bem, o que faz a diferença entre a vida e a morte. Os pacientes acham a marijuana extremamente eficiente contra náuseas; de facto, há tantos pacientes a usarem marijuana para este propósito, apesar do seu consumo ser ilegal, que se formaram “clubes de compradores” para a obtenção de um fornecimento constante.

A marijuana também é útil contra duas outras doenças graves e casos comuns de invalidez. O glaucoma é a segunda causa principal da cegueira, causada por uma pressão incontrolável no globo ocular. A marijuana pode controlar a pressão ocular e evitar que o glaucoma cause a cegueira. A esclerose múltipla é uma doença que ataca as células nervosas através do sistema imunitário do corpo. Isto origina espasmos e muitos outros problemas. A marijuana não apenas ajuda a parar os espasmos, como também pode evitar que a esclerose múltipla piore.

Variedades

O haxixe, ou haxe, é feito de várias quantidades de flores de cannabis e fragmentos das folhas. Os reservatórios de resina dos tricomos (equivocamente conhecidos como “pólen”) são separados da planta através de vários métodos de peneiração, separações de água fria, ou extracção química. O concentrado resultante é compresso em blocos de haxixe, os quais são facilmente guardados e transportados, sem degradação do conteúdo de THC devido à oxidação. Os pedaços são depois partidos, aquecidos e fumados em cachimbos normais, cachimbos de água (bongos), charros, misturados com tabaco, ou usados para preparar comidas tais como brownies, manteiga e bolos.

Uso

O processo mais popular de consumir a cannabis é fumá-la. Os efeitos da cannabis fumada começam quase imediatamente. Quando comida, os efeitos podem demorar 1 a 2 horas a manifestarem-se, dependendo sobretudo de quanta comida está no estômago.
A dosagem da cannabis é bastante fácil de gerir. Um bom método para determinares a tua dose é fumares uma pequena quantidade (1 a 2 inalações), esperares 5 a 15 minutos, e repetires se desejares. A uma simples inalação de fumo através de um cachimbo normal, de água, ou de um charro chama-se geralmente “passa” ou “bafo”. Uma passa normal num cachimbo normal ou de água contém cerca de 1/20 de 1 grama. Com botões de cannabis de potência razoável, um pequeno número de passas é suficiente.

A cannabis também se come, mais frequentemente em bolos ou brownies, especialmente quando em forma de haxixe. O método recomendado para comer marijuana é refogá-la em manteiga ou margarina em lume brando, e depois coar os restos sólidos e usar apenas a manteiga resultante para cozinhar. Consulta o Erowid para obteres algumas receitas.

Avisos

Evita conduzir. Embora haja poucas pesquisas oficiais sobre os efeitos da cannabis na condução de veículos, é uma boa ideia em geral evitar conduzir sob a influência de qualquer substância psicoactiva ou intoxicante.

Como a cannabis acelera os batimentos cardíacos, pode aumentar potencialmente os riscos de doenças do coração para quem tenha problemas latentes.

Vários estudos indicam que o uso da cannabis (assim como o de muitas outras substâncias psicoactivas) pode despontar neuroses ou psicoses latentes. Estudos revelam também que o uso da cannabis não parece aumentar o risco de psicose em indivíduos de outro modo saudáveis.

Contra-indicações

Os efeitos negativos podem incluir paranóia, inibição salivar, problemas respiratórios, nervosismo e taquicardia. Outros efeitos podem ser negativos ou inconvenientes em certas situações ou ambientes, e incluem uma menor capacidade de concentração, falhas na memória, cansaço, e confusão mental. Os efeitos secundários tendem a aumentar com a idade - os utilizadores mais velhos reportam frequentemente que as sensações de ansiedade e desconforto aumentam, enquanto a sensação de euforia diminui.

O uso regular da cannabis pode causar habituação psicológica em algumas pessoas, tornando-se difícil para elas deixarem de a usar. Segundo o website Erowid, pesquisas estimam que entre 5 e 10% dos indivíduos que experimentam fumar cannabis tornam-se utilizadores diários em alguma fase da vida, mas a maioria destes fumadores perde o hábito até aos 30 anos, e poucos continuam a fumar diariamente após os 40. A maioria das pessoas não sente dependência física, mas com a descontinuação do uso diário ocorrem normalmente sintomas de retrocesso durante cerca de 1 semana, que se podem todavia prolongar até 6 semanas.

O impacto negativo mais comum na saúde dos fumadores habituais de cannabis são problemas de garganta e pulmões, incluindo tosse, aumento de infecções na garganta e nos pulmões, e redução da capacidade pulmonar. Existem preocupações acerca de efeitos possivelmente carcinogénicos (que causam cancro) com o uso frequente e prolongado da cannabis, mas os resultados ainda são um tanto controversos. Pode dizer-se com segurança, todavia, que os riscos de problemas de saúde aumentam com a frequência e a duração do fumo de qualquer substância.

Misturas

A cannabis combina extremamente bem com uma grande variedade de substâncias psicadélicas naturais e sintéticas. Tende a diminuir as náuseas causadas pela poção de ayahuasca, pelo cogumelo agário-das-moscas, e pelos cactos com mescalina. Também é conhecida por intensificar e prolongar os efeitos dos cogumelos alucinogénios.

Cultivo

Podes encontrar aqui alguns livros excelentes sobre o cultivo da tua própria cannabis

Armazenamento

O THC desaparece com o tempo, e alguns testes mostram que, quando guardado durante um ano num saco de plástico, cerca de metade do Delta-9 THC activo degrada-se em outros compostos. A maioria dos utilizadores reporta que a cannabis torna-se notavelmente pior com o tempo. Quanto mais bem armazenada estiver, mais tempo dura. Os sacos de plástico são muito permeáveis ao ar e não são contentores ideais para armazenamento. Frascos de vidro bem selados ou frascos de plástico com tampas apertadas (não embalagens tipo Tupperware) guardados quer no congelador quer num local fresco, preservarão a qualidade da cannabis melhor do que se a guardares em sacos de plástico normais. Para além da oxidação e degradação normais dos botões, existe também o problema do bolor. A cannabis ganha bolor tal como outras plantas, e algumas partes da cannabis guardada durante muito tempo terão esse problema. Quanto mais seca e bem selada estiver a planta, menos provável será que ganhe bolor. Perdem-se muitos estoques devido a fungos ou bolores que tornam a cannabis desagradável de consumir, podem ter subprodutos tóxicos, e podem causar reacções alérgicas graves em algumas pessoas. O consenso geral é não fumar botões com bolor. Se cheirarem a mofo ou tiverem sinais óbvios de crescimento de fungos, deita fora.

Ligações/ Mais informação

Cannabis.net
The nectar of delight de Plants of the Gods - por Richard Evans Schultes e Albert Hoffman (1992)
Cannabis related items from the Schaffer Library of Drug Policy
Vault Cannabis (Francais)
Nederwiet - how to grow weed at home (Nederlands)
NORML - U.S. organization for reforming Marijuana laws

Referências

Este artigo baseia-se nas seguintes páginas:

Cannabis.net
Wikipedia on cannabis
Erowid on cannabis
Wikipedia on hashish
Erowid on storing cannabis



Comentários

  • Elfo Verde 31-03-2011 16:09:42

    Fumar urtiga tem algum efeito parecido com a cannabis, visto pertencer à mesma família?

  • henrique 03-08-2014 14:15:51

    Muitos erros nesse texto, o cara chega a falar que a resina que tira da flor chama pólen

  • Motorista 13-07-2016 23:55:20

    Fumo a mais de 10 anos gostaria de saber quanto tempo sai do organismo

  • 777 03-09-2017 01:31:24

    Fuma urtiga que voce descobre... ideia de retardado. fumar urtiga

  • angi 23-07-2018 00:40:15

    Do you sell actual buds?

  • Azarius 23-07-2018 09:13:54

    No, If only. Ask again in about 5 years. ;)


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