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Absinto - Enciclopédia

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Absinto

7 Comentários

O que é o absinto?

A planta do absinto (Artemisia absinthium) é usada há séculos como repelente de traças, pesticida em geral, e como chá ou borrifador para repelir lesmas e caracóis. Antes da sua toxicidade ser conhecida, era utilizada em remédios para pessoas e animais.
Podes já ter ouvido falar da bebida alcoólica com o mesmo nome (absinto), a qual é verde e ilegal em muitos países. A bebida de absinto tem história na Europa ocidental e na França em particular; era usada como estimulante sobretudo por artistas, por exemplo pelo pintor Vincent van Gogh. A história conta que este estava embriagado com absinto quando cortou a orelha.

História

O nome desta planta ocorre em muitas escrituras antigas egípcias, romanas e cristãs. É por vezes chamada de “veneno”, e outras de “erva de valor medicinal”. O seu nome latino, Artemisa absinthium, foi-lhe dado em honra de Artemis, a deusa da caça da mitologia grega.
As intensas qualidades amargas, tónicas e estimulantes tornaram a planta do absinto não apenas um ingrediente para preparações medicinais tradicionais, mas também de vários licores, dos quais o absinto é o mais popular. A base da bebida de absinto é o absintol, um líquido extraído da planta do absinto. O licor de absinto tem também o nome de vermute – preservador da mente – devido às suas virtudes medicinais como tónico para os nervos e restaurador da mente. É cerca de duas vezes mais forte que qualquer outra bebida espirituosa (contém mais de dois terços de álcool). A erva de absinto contida na bebida dá-lhe a sua cor verde e o característico sabor amargo, e a tujona, uma erva alucinógena da mesma família dos ingredientes ativos da Cannabis. Não admira que se dissesse que a bebida levava as pessoas à loucura e que esta fosse proibida em muitos países no princípio do século. A bebida de absinto de potência inferior é normalmente adulterada com cobre, o qual produz a característica cor verde.

Botânica

A planta do absinto é membro das famíla das Compositae e pertence ao género Artemisia, um grupo que consiste de 180 espécies. Normalmente é um arbusto perene bastante grande, de caule cinzento com uma fina penugem, que cresce até metro e meio. As folhas são cinzentas. As flores amarelas crescem em pequenos grupos nas extremidades superiores dos ramos, de Julho a Setembro.
Toda as plantas desta família têm um sabor extremamente amargo (e todas as partes das plantas podem ser usadas para fins medicinais), embora as raízes tenham um sabor um pouco mais aromático.

Química

O óleo essencial extraído, cerca de 0,5 a 1% do peso das folhas frescas, parece ser fortemente influenciado pelas condições atmosféricas. Alguns constituintes voláteis do óleo incluem: tujona, felandrena, álcool de tujil, cadinena, e azulena. O princípio amargo na planta do absinto provém da absitina e da anabsintina. A tujona também mostra uma estrutura molecular semelhante à do THC.

Efeitos

A planta do absinto é um estimulante psíquico. O seu efeito é narcótico, ligeiramente anestésico, dando uma sensação de paz e relaxamento. Misturada com álcool ou em doses mais altas pode causar alucinações. A planta do absinto é própria para preparar um chá, o qual tem um efeito positivo nos períodos pós-gripe ou pós-infeciosos. Também aumenta o apetite.

Uso medicinal

A planta do absinto também é usada para melhorar a circulação sanguínea, como estimulante cardíaco, para alívio das dores de parto nas mulheres, e como agente contra tumores e cancros. Os remédios populares usam a planta do absinto contra constipações, reumatismo, febres, icterícia, diabetes, e artrite. Para além disso, a planta do absinto é um tónico para os nervos, sobretudo para a epilepsia e a flatulência. É um bom remédio digestivo e contra a fraqueza.

Variedades

As três variedades de absinto mais usadas são o absinto-comum (Artemisia vulgaris), o santónico (Artemisia maritima), e o absinto-romano (Artemisia pontica)) – vê a imagem. Cada planta tem as suas virtudes próprias. A planta do absinto-comum é a mais potente, a do santónico a mais amarga, e a do absinto-romano – que se encontra nos jardins botânicos, enquanto que as duas primeiras são plantas bravas – tem um sabor muito aromático e pouco amargo.
O absinto-comum cresce nas bermas das estradas e nas lixeiras, e encontra-se em grande parte da Europa e na Sibéria, tendo sido anteriormente muito cultivado devido às suas qualidades. No Reino Unido parece crescer verdadeiramente em estado selvagem perto do mar e em muitas localidades da Inglaterra e da Escócia.

A planta do absinto-romano é a mais delicada e menos forte; o seu sabor aromático misturado com a amargura faz com que seja empregue na preparação do licor de vermute.
Medicinalmente usam-se as copas frescas, e também toda a planta seca. Nicholas Culpeper, físico e farmacêutico britânico do século 17, considerava o absinto-romano “um excelente tónico para o estômago”, e “o sumo das copas frescas bom para as obstruções do fígado e do baço. Uma infusão das copas floridas ajuda a digestão. Uma tintura é boa contra as pedras e alivia a podagra”.

A planta do santónico tem as mesmas propriedades que as outras plantas, mas é menos potente. É um tónico amargo e aromático.

O absinto está disponível em folhas, raiz e óleo. O óleo é extraído das folhas e usado como óleo essencial em perfumes e para o tratamento de doenças da pele. Contém 60% de tujona e deve ser usado com cuidado. O álcool liberta o óleo das folhas e assim se extrai o absintol. Para fins medicinais usam-se tanto a raiz como as outras partes da planta.

Uso

Podes preparar o chá de absinto juntando ½ a 1 colher de chá (2,5 a 5 gramas) de folhas a uma chávena (250 ml) de água a ferver, e deixando repousar durante dez a quinze minutos. Podes misturar com folhas de hortelã-pimenta ou anis. Não mistures com açúcar. Bebe três vezes ao dia.
Podes tomar 10 a 20 gotas de tintura com água dez a quinze minutos antes de cada refeição. Ambas as preparações não devem ser usadas consecutivamente por mais de quatro semanas.

Avisos

A planta do absinto é venenosa. O uso intenso e prolongado pode causar habituação, declínio físico e nervosismo e cãibras. Doses altas podem causar dores de cabeça e tonturas. Doses mais altas são psicoativas e têm um efeito paralizante. Os efeitos de intoxicação devido à superdose podem causar perda da consciência, coma e morte. Após preparares o licor de absinto toma um copo pequeno e espera cerca de uma hora para testares os efeitos. Tenta novamente noutra oportunidade. É melhor doseares a menos do que a mais, para não correres o risco de te envenenares ou de adoeceres. Não conduzas veículos motorizados sob a influência do licor de absinto.

Contra-indicações

O uso regular da planta do absinto pode tornar-se viciante. A planta contém glicósidos venenosos, e o seu óleo volátil deprime o sistema nervoso central. O uso prolongado (por mais de quatro semanas) ou o uso de doses maiores que as recomendadas pode causar náuseas, vómitos, insónias, nervosismo, termores e ataques epiléticos. O uso excessivo da planta do absinto pode causar nervosismo, estupor, convulsões, e morte. A planta do absinto é alergénica e pode causar dermatite por contacto.

O uso curto (duas a quatro semanas) de uma chá de absinto não resultou em quaisquer relatórios de efeitos secundários significativos.

Cultivo

A planta do absinto pode ser facilmente cultivada a partir da semente. Espalha as sementes na superfície da terra. Quando germinarem e após a época dos orvalhos tranplanta-as para o ar livre. Planta os rebentos com uma distância de 1 a 2 metros uns dos outros. A planta do absinto cresce mesmo em terras pobres com sol por inteiro a sombra parcial. A monda faz-se no outono, com a exceção do abrótano (Artemisia abrotanum), o qual é cortado na primavra ou no verão. Requer sol por inteiro e terra seca bem drenada. Algumas espécies tornam-se dormentes no calor do verão e germinam novamente quando as temperaturas mais frescas retornam. Não plantes absintos perto de anis, feijões, cominho, erva-doce, ervilhas e salva. As plantas crescem até aos 2 metros de altura.

Ligações / Mais informação

La Fee Verte
Oxygenee.com
Erowids Absinthe Vault

Referências

Este artigo baseia-se nas seguintes páginas:

La Fée Verte on Wormwood
Dr Clarkia on Wormwood
Botanical.com on Wormwood
Worldwidewords on Wormwood
Erowids Wormwood Vault
Azarius sobre a planta do absinto
As imagens das plantas foram retiradas do wikipedia.org


Comentários

  • Denise - Br/RJ 07-08-2009 16:45:54

    Vale a pena correr todos os riscos

  • sweetwater 08-08-2010 20:57:55

    Just curious why no plant near the below?
    "Don't plant wormwoods near anise, beans, caraway, fennel, peas and sage. "

  • Spek 03-07-2011 22:10:47

    To answer your question Sweetwater, the leaves contain a herbicide that can kill other plants.

  • j 30-09-2011 07:51:52

    what about burning a worm wood smudge stick? toxic? near children = not good?

  • Isabittersea 06-06-2013 18:31:42

    This info is not correct. Thujone content in absinthe is almost non existent (and certainly not enough for any medicinal effect) because of the distilation process. "Hallucinations" and such spoken about in absinthe history was half false propaganda (by the wine industry that had been decimated by a 30 year grape blight), and half reactions to extremely cheap absinthe made with industrial (not for consumption) alcohol. I wish people would stop spreading this false "history" of wormwood and absinthe.

  • Kath 26-04-2014 23:33:54

    How do I prune Wormwood in the Spring? How much is too much? My first years growth was amazing and I'm afraid to cut back too much

  • jimson 28-03-2017 02:13:56

    to who it may concern, their could potentialy be syncronicity between thujone and other plant chemicals. maybe how the plant is heated or when it is heated during absinth makeing. (i havent tried cooking a thujone contaning plant in a way) that might activate or potentiate the terpenes before adding it to alcohol for extraction, by that i mean heat may change the chemicals, activateordestroy . btw if you try this put it in a mason jar with the lid slightly open youl have to experiment with temperature and time but close the lid when you pull it out so no vapors escape then let cool, marijuana is activated this way, decarbing the plant might work, and maybe other chemicals are soluble in water ones we dont suspect to be mind altering, although thujone is supposed to be the chemical with qualities we want and it is soluble in ethonol maybe thats why its own synergy is effected negativly when the substances are seporated from eachother . absinth is mostly alcohol so it would only have trace watersoluble chems.. absinth is distiled after plant is added hence plant qualities left behind in the water and maybe distilling destroyes or doesnt activate the plant properly. cooking it in a controled heat setting( jar in oven or waterbath) before adding it to distilled alcohol. water may be key. so a brew with water and alcohol content might be a good way to soak the plant matter absorbing different chems. also it may have synergy with other plants so after that teqnique is perfected you still may need to find the right plant that will enhance its abilities, their are many out their to try including plants that are used in absinth prep, anise, fennel ect. anyone who reads this know that i may be wrong about activation through heat and distilling it probably keeps in thujone. i aint sure do reasearch and good luck. for all i know i know nothing


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