

A malva-branca (Sida cordifolia) pertece à família da éfedra (Ephedra sinica) e é natural da Índia, onde tem sido usada na medicina ayurvédica há pelo menos 2000 anos. Como a éfedra, contém efedrina, mas em quantidades menores. A efedrina é normalmente usada para aumentar o desempenho atlético e como substância energética para festas.
A malva-branca (Sida cordifolia) é uma planta da família Malvaceae, natural da Índia, do Camboja, e do Sri Lanka, e cresce em áreas transicionais ou abandonadas. As folhas são em forma de coração com apenas uma folha por ligação. As flores são amarelas.
Os constituintes incluem a efedrina (1%), fitosteróis e nitrato de potássio.
A efedrina (EPH) é semelhante em estrutura aos seus derivados sintéticos anfetamina e metanfetamina. A efedrina é usada normalmente como estimulante, para reduzir o apetite e melhorar a concentração.
A efedrina é uma amina simpatomimética, ou seja, o seu mecanismo activo principal conta com as suas acções directa e indirecta no sistema receptor adrenérgico, o qual faz parte do sistema nervoso simpatético (SNS). O envolvimento do sistema nervoso central (SNC) está presente, mas os principais efeitos clínicos são causados pelo envolvimento com o segmento simpatético do sistema nervoso periférico, devido ao facto que enquanto a efedrina atravessa a barreira de sangue do cérebro, não o faz eficazmente (os atravessadores eficazes com modos de acção semelhantes incluem a anfetamina e a metanfetamina).
A efedrina melhora a actividade pós-sináptica do receptor noradrenérgico, activando directamente (cada semana) os receptores pós-sinápticos A e beta, mas o efeito total provém do neurónio pré-sináptico poder distinguir entre a verdadeira adrenalina e a noradrenalina da efedrina. A efedrina misturada com noradrenalina é transportada através do complexo de reabsorção da noradrenalina, e empacotada (juntamente com noradrenalina verdadeira) em vesículas que residem no botão terminal de uma célula nervosa.
Como num alcalóide, a existência de uma pequena quantidade de efedrina numa vesícula de noradrenalina reduz o pH geral da vesícula. Isto aumenta a possibilidade da vesícula afectada ser libertada durante qualquer potencial de acção subsequente da célula nervosa. As células nervosas em causa geralmente disparam a um nível de partida regular; o efeito da adição de efedrina é aumentar o número de vesículas libertadas durante cada potencial de acção, e possivelmente alargar o tempo durante o qual a noradrenalina tem a oportunidade de fazer efeito no neurónio pós-sináptico, devido ao facto do complexo de reabsorção ter de ser processado com ambas a noradrenalina e a efedrina, presumivelmente um processo mais longo.
O mecanismo de acção da efedrina na neurotransmissão do cérebro é extenso. A sua acção como agonista da maioria dos receptores de noradrenalina e a sua capacidade de aumento da libertação tanto da dopamina como, um pouco menos, da serotonina, pelo mesmo mecanismo explicado acima para a noradrenalina, presume-se que têm um papel fundamental no seu mecanismo de acção.
Devido à capacidade da efedrina potenciar a neurotransmissão da dopamina, crê-se que tem propriedades viciantes, segundo alguns pesquisadores. A capacidade de potenciar as actividades da serotonina e da noradrenalina é clinicamente relevante, mas não se crê que contribua para o potencial de abuso.
A efedrina pode causar insónia, nervosismo, problemas cardíacos e tensão elevada. Nunca tomes malva-branca se tens problemas cardíacos, tensão alta ou se és diabético ou estás grávida. Não mistures malva-branca com medicamentos para a asma ou inibidores da MAO como antidepressivos ou ioimba. Este artigo baseia-se na seguinte página:

camila - 2010-06-17 16:28:10